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Compulsão alimentar

Compulsão alimentar

O indivíduo com compulsão alimentar come uma quantidade de alimentos maior do que a que lhe é necessária e belisca com frequência, mesmo quando não está com fome e tem a tendência de comer descontroladamente.

Este transtorno pode ser encontrado em todas as idades, classes sociais e em ambos os sexos. Ao contrário dos indivíduos com bulimia, os compulsivos não procuram vomitar depois de comer exageradamente ou fazer exercícios para queimar as calorias que ingeriram em excesso e não têm grandes variações de peso. Eles frequentemente engordam e permanecem com peso acima do normal.

A compulsão alimentar não tem uma causa específica reconhecida. Sabe-se que o mecanismo de saciedade é regulado pelo hipotálamo e que possivelmente haja um transtorno nesse mecanismo. Em geral, compulsão alimentar está associada a sentimentos de depressão e ansiedade, que pode estar relacionada com carência de GABA, principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso, responsável pela sensação de se estar “zen”.

Contudo, pode também acontecer nos indivíduos bipolares e com deficiência de dopamina, neurotransmissor responsável, entre outros efeitos, pela sensação de prazer e motivação.  Não se pode deixar de levar em conta que a relação que estabelecemos com a alimentação ao longo da vida depende de fatores genéticos, sociais, educacionais e culturais. Assim, as causas do Transtorno de Compulsão Alimentar são multifatoriais.

O diagnóstico deve ser feito por meio de uma história clínica que tenha especial atenção para com as características dos sintomas. Geralmente o próprio paciente se queixa de uma invencível compulsão a comer, mesmo não estando com fome e se angustiando com isso. O transtorno pode apresentar-se de maneira continuada, mas geralmente mostra períodos de maior ou menor intensidade. O transtorno deve ser diferenciado de outros distúrbios alimentares parecidos, como a bulimia, o que se pode fazer observando as características especiais da doença.

Não há um tratamento específico para esse transtorno, mas existem várias maneiras de se reduzir os sintomas. Como frequentemente ele está associado a problemas psíquicos (ansiedade, depressão, bipolaridade, etc), o tratamento psicológico/psiquiátrico é indicado, assim como o uso de moduladores naturais da ansiedade e da compulsão, como os aminoácidos taurina, teanina, triptofano e a vitamina B6.

Eventuais complicações, como o excesso de peso decorrente, devem ser tratadas através de um planejamento alimentar individual e personalizado, utilizando-se alimentos que podem auxiliar na saciedade precoce, como os carboidratos complexos e alimentos prebióticos e ricos em fibras solúveis.

Algumas dicas para prevenir a compulsão alimentar:

  • Alimente-se de 3 em 3 horas.
  • Procure comer devagar, mastigando bem os alimentos.
  • Detenha-se no sabor dos alimentos. Saboreie cada colherada com prazer.
  • Coma uma salada de vegetais A antes de cada refeição, isso aumenta a saciedade.
  • Pense que se alimentando menos você irá se sentir mais bem disposto.
  • Procure fazer caminhadas, andar de bicicleta, ouvir música, ler ou realizar alguma coisa que lhe dê prazer.
  • Procure incluir frutas, legumes e verduras na sua alimentação.
  • Procure manter horários regulares para se alimentar sem pular as refeições.
  • Procure dormir e acordar cedo para iniciar o dia com um delicioso e saudável café da manhã.
  • Visualize-se magro e estabeleça metas acessíveis junto a um nutricionista para atingi-las.
  • Mantenha seus intestinos saudáveis, pois seus papéis na saúde humana vão muito além do que se pressupõem. Considerados como segundo cérebro, fabricam mais de 40 substâncias para a rede neuroendócrina imunológica, inclusive 80% da serotonina, cuja carência está envolvida na depressão, ansiedade, agressividade, pânico e obsessão.
  • Não confunda fome física com fome emocional. Se após uma refeição balanceada você continuar com fome, há algo errado que não se resolverá com excesso de comida. Neste caso, uma suplementação com nutrientes moduladores da ansiedade e da compulsão podem auxiliar no processo de reequilíbrio de seu organismo.

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