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Sinergia alimentar

Sinergia alimentar

Como ocorre a sinergia entre os alimentos?

Os alimentos contem nutrientes e  compostos bioativos que podem ajudar a utilização de outros nutrientes no organismo ou até mesmo atrapalhar. A combinação de determinados alimentos, assim como a forma de fazê-los (crus, cozidos ou no vapor, por exemplo) podem potencializar ou prejudicar sua refeição.  É fundamental conhecermos como ocorre essa interação para adequarmos as receitas de acordo com a  prioridade nutricional a ser trabalhada. Em pessoas que desejam emagrecer, por exemplo, podemos trabalhar uma maior biodisponibilidade do ômega 3, do zinco e do magnésio. Pesquisas tem demonstrado que a obesidade é um estado de inflamação crônica. O ômega 3 é modulador da inflamação, ajuda a regular o apetite e melhora a ação da insulina. Já Indivíduos com hipotireoidismo podem se beneficiar com uma melhor biodisponibilidade de selênio e zinco em sua alimentação, pois esses minerais participam no metabolismo dos hormônios da tireoide. Estudos vêm sendo realizados  para avaliar a suplementação de zinco em pessoas com alterações no metabolismo dos hormônios da tiroide e constataram melhora dessas anormalidades após as intervenções. Além disso, o zinco possui  atividade antioxidante, reduzindo o estresse oxidativo em pessoas obesas. O zinco está presente em ostras, carne vermelha, frango, cereais integrais e castanhas. Muita atenção devemos ter com o excesso de ferro na dieta, que pode interferir negativamente no aproveitamento do zinco pelo organismo.

O magnésio (presente em vegetais folhosos, semente da abóbora e oleaginosas), assim como o cálcio, pode formar sais com ácidos graxos no intestino, reduzindo a energia a ser digerida da dieta. O magnésio atua também na resistência a insulina,  prevenindo o aumento da gordura visceral e o Diabetes. A vitamina D, presente em peixes, derivados do leite e ovos aumenta absorção de magnésio.

A fadiga crônica pode ter como causa o excesso de toxinas no organismo, levando a uma reduzida produção de energia. Neste caso, alimentos ricos em carboidrato complexo, nutriente energético, como o milho, adicionado de alimentos ricos em glicosinolatos, como o rabanete, o brócolis e a cebola, que possui compostos organossulfurados, podem auxiliar no processo Detox do organismo, dando uma força na disposição!

Um exemplo clássico de sinergia alimentar é o molho de tomate caseiro feito com azeite, por exemplo, que é uma excelente opção para enriquecer as preparações grelhadas, dando mais sabor e favorecendo a absorção de nutrientes. O licopeno, um carotenoide que dá cor avermelhada ao tomate, goiaba, morango, entre outros vegetais, é um antioxidante que combate os radicais livres, retardando o envelhecimento, favorecendo o emagrecimento saudável e prevenindo contra o câncer. Ele é mais bem absorvido na presença de gorduras saudáveis e na forma cozida. O molho de tomate caseiro pode conter até 6 vezes mais licopeno que o tomate cru.

Outro prato sinérgico é o Salmão ao molho de maracujá e gengibre- O salmão é rico em ômega 3, selênio, vitamina D e  A. A vitamina A e C do maracujá auxiliam na absorção de selênio. O maracujá possui bioflavonoides que potencializam  a ação da vitamina C. A boa gordura ômega 3, além de  ajudar a regular a queima dos depósitos gordurosos e o apetite, também auxilia na absorção dessas vitaminas antioxidantes. O Omega 3 auxilia no emagrecimento saudável e o selênio ajuda na conversão do hormônio da tiroide em sua forma ativa, melhorando o metabolismo. Juntamos ainda o gengibre, que potencializa o emagrecimento, por ser termogênico e antioxidante. Como acompanhamento a este prato podemos utilizar um creme de agrião com castanhas , onde o magnésio presente nos vegetais verdes ajuda na transformação da vitamina D em sua forma ativa, presente no salmão.

O termo  biodisponibilidade foi proposto pelo FDA (EUA) para a área de farmacologia e na década de 80 este termo começou a ser utilizado também na Nutrição.  Hoje existem vários congressos e conferencias onde se propagam os diversos estudos sobre o assunto.

Como ainda não existem recomendações, o que fazemos é avaliar os nutrientes e compostos bioativos a serem priorizados de acordo com a individualidade bioquímica, deficiências e/ou excessos nutricionais e os objetivos a serem alcançados. Mas atenção! Devemos ter cuidado para não exagerarmos em seu consumo, pois o excedente também pode ser prejudicial.

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